Agosto dos Contos de Fada

IMG_0712A magia invadiu a biblioteca neste mês de agosto. Estarão nas leituras e atividades os contos que permeiam a imaginação de crianças de todas as idades, inclusive as adultas. Os contos que vem de tempos muito longínquos, passando de boca em boca, contados, recontados, escritos e filmados. Os contos que falam de coisas e sentimentos que afetam todo ser humano: o medo, o tempo, a morte, o amor, a perda, a beleza, a inveja, a imaginação, a descoberta de si mesmo.

Na quarta-feira, 10, depois de conversar sobre Contos de Fada, a turminha escutou três diferentes versões do conto “Chapeuzinho Vermelho”: a de Charles Perrault, a dos irmãos Grimm e a adaptação de Chico Buarque “Chapeuzinho Amarelo”. Conversou sobre elas, sobre o tempo em que foram escritas e possíveis motivos que embasam as diferenças: o final trágico de Perrault, com o verso moral no qual, através do medo, ensina as mocinhas a não darem ouvidos a qualquer palavra gentil; ou a versão de Grimm, com o terrível castigo dado ao lobo – em um tempo onde era preciso difundir a ideia do bem X mal; ou a recriação de Chico Buarque, para uma época em que é mais que necessário enfrentar os medos.

Depois das leituras, a turma  escolheu alguns medos para desenhar. Depois, transformou-os com a linguagem, como fez a “Chapeuzinho Amarelo”de Chico Buarque. O Rato virou quase uma torrada; a cobra transformou-se num simples braço; o palhaço virou Sopalha; lobisomem, somemlobi; e o Chuck virou um Quixu.

IMG_0715Na quinta-feira, 11, a história do dia foi a da borralheira ou cinderela, nas versões de Perrault e Grimm. Claro que a meninada não deixou de reparar na diferença em relação ao filme da Disney: a borralheira não levou as irmãs más ao palácio nem as ajudou, como conta Perrault. Disney também não foi tão cruel quanto os Grimm, que diz que a madrasta fez cortar os dedos e os calcanhares das prórpias filhas para que coubessem nos sapatinhos.

Depois, a conversa foi sobre beleza, tema que também vai estar em “A Bela e a Fera”ou no “Patinho Feio”: o que faz uma coisa ser bela? Até que ponto julgamos algo belo apenas pela aparência de acordo com os padrões. A meninada fez desenhos daquilo que acha belo e a força do padrão se mostrou: bonito é um diamante, embora as crianças jamais tenham visto um; bonito é um palácio, embora as descrições de palácio sejam apenas o que repetem os livros e filmes…

A programação continua, com muita magia e imaginação.

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